quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O PODER TERAPÊUTICO DA ARTE MUSICAL

Léon Dennis

A música desperta na alma impressões de arte e de beleza que são a alegria e a recompensa dos espíritos puros, uma participação na vida divina em seus encantos e seus êxtases.

A música, melhor que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida; eis por que a música é a própria voz do mundo superior.

Para exprimir os esplendores da obra universal é necessária a beleza suprema da forma. Dissemos que nem a poesia, nem a música suportam a mediocridade. No entanto, apesar da indigência estética do nosso tempo, é preciso reconhecer e louvar os esforços de alguns autores que, em suas tentativas, se aproximaram do ápice e conseguiram realizar obras onde passa uma inspiração, uma radiação da beleza soberana. Pela ópera, notadamente, conseguiram mover a fibra dos entusiasmos generosos das almas.

Isso porque, para gerar, para produzir obras geniais capazes de elevar as inteligências até os pontos mais altos do pensamento, até o ideal de beleza perfeita, é preciso, inicialmente, criar a si mesmo, edificar sua própria personalidade e torná-la capaz de experimentar, de compreender os esplendores da vida superior e a eterna harmonia do mundo.

Que forças, que emanações, que consolações, que esperanças podemos passar a outras almas, se em nós mesmos temos apenas obscuridade, dúvida, incerteza e fraqueza? O que se poderia esperar de espíritos céticos, fechados em todas as impressões elevadas, surdos a todas as vozes, a todos os ecos do Além?

A miséria estética da nossa época explica-se pela impotência da alma contemporânea em conceber uma fé esclarecida, uma concepção maior e mais elevada da beleza universal.

Por conseqüência, deve-se apreciar as exceções que se produzem e o entusiasmo de raros autores que se esforçam para conduzir a opinião em direção às regiões do ideal.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SOMOS APENAS REFLEXO???

“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada. Depois de mais algum, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada. Rapidamente foi retirado pelos outros, que bateram nele. Após alguma surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo macaco foi substituído, e a mesma coisa ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e o fato se repetiu. Depois um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar até as bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...”.

Você não deve perder a oportunidade de passar essa história para seus amigos, para que, de vez em quando, eles se questionem por que fazem (ou não fazem) certas coisas.
(“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Albert Einstein.)

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Texto transcrito da coluna publicada às segundas-feiras no Jornal O Dia
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sábado, 14 de agosto de 2010

Quando a natureza quer fazer um homem

Quando a Natureza quer fazer um homem,
Sacudi-lo e despertá-lo;
Quando a Natureza quer fazer um homem,
Para as realizações do futuro;
E empregando toda a sua habilidade,
Se empenha com toda a alma
Em criá-lo grande, completo...
Com que astúcia o prepara!
Como o experimenta, e nunca o poupa!
Como o estimula, e o atormenta,
E o gera na pobreza...
Quantas vezes o desaponta...
Como o consagra,
Com que prudência o oculta,
E o forma,
Conquanto ele sofra a humilhação,
E o seu orgulho nunca esqueça!
A natureza lhe ordena que lute ainda mais,

Isola-o,
Para que apenas
Lhe cheguem as mensagens de Deus,
Para que possa ter certeza de ensinar-lhe
Os planos de Deus.
Manda-o dominar
Paixões que não pode compreender,
Com que crueldade o impele.
Com que terrível ardor o incita,
Mesmo amando-o mais que a todos.

* * *

Ah! a crise! Ah! o clamor
Que devem despertar um líder,
Quando uma nação precisa ser salva!
Eis que surge afinal o dirigente...
Quando o mundo encontrou um HOMEM
Mostra então o seu plano a Natureza.

[Poemaretirado do livro A LEI DO TRIUNFO, de Napoleon Hill]

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A ALEGRIA DOS PEIXES

[A via de Chuang Tzu - xvii, 13]

Chuang Tzu e Hui Tzu
Atravessavam o rio Hao
Pelo açude.

Disse Chuang:
"Veja como os peixes
Pulam e correm tão livremente:
Isto é a sua felicidade".

Respondeu Hui:
"Desde que você não é eu,
Como é possível que saiba
Que eu não sei
O que torna os peixes felizes?

Hui argumentou:
"Se eu, não sendo você,
Não posso saber o que você sabe
Daí se conclui que você,
Não sendo peixe
Não pode saber o que eles sabem".

Disse Chuang:
"Um momento
Vamos retornar
À pergunta primitiva.
O que você me perguntou foi
'Como você sabe'
O que torna os peixes felizes?
Dos termos da pergunta
Você sabe evidentemente que eu sei
O que torna os peixes felizes.

"Conheço as alegrias dos peixes
No rio
Através de minha própria alegria, à medida
Que vou caminhando à beira do mesmo rio".