Relatório da
ONU prevê escassez de água no mundo em 2050
ATITUDE
RESPONSA - por Marco Antonio Canosa
[extraído
do jornal Folha do Centro – Outubro de 2012 – RJ]
O mundo
enfrenta uma “falência de água” devido a problemas como a urbanização e a
atividade econômica nas principais bacias fluviais do mundo e o aquecimento das
águas oceânicas, revela um relatório da ONU, divulgado na semana passada.
O documento,
preparado pelo Instituto da Água, Meio Ambiente e Saúde, da Universidade das
Nações Unidas, com sede em Hamilton (Canadá), é o resultado da análise de 200
grandes projetos mundiais relacionados com o meio aquático.
O relatório,
em cuja elaboração também participaram o Programa da ONU para o Meio Ambiente e
o Global Environmental Facility (GEF, Fundo Global para o Meio Ambiente),
assinala que em 2050 acontecerá uma grave escassez de água em sete das dez
principais bacias fluviais do mundo.
Atualmente,
estas dez bacias geram 10 por cento do Produto Interno Bruto do planeta e nelas
reside uma quarta parte da população mundial.
No documento
adverte-se também para as consequências da subida das temperaturas dos oceanos.
Os oceanos são
“o depósito final de calor que dirige o clima, a meteorologia, a fertilização e
o fornecimento mundial de água doce”, refere.
“Ainda que o
aquecimento médio de 0,6 graus Celsius da superfície marítima desde 1872 não
pareça muito grande, representa um enorme aumento no armazenamento de calor”,
alerta.
O diretor do
Instituto da Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas,
Zafar Adeel, disse que “este estudo sublinha que os muitos alertas prévios
sobre problemas emergentes devem ser escutados”.
A divulgação
do relatório coincidiu com o início, em Bangkok, na Tailândia, da Conferência
Internacional do GEF, que durante três dias analisou o papel da ciência na
solução dos problemas mundiais da água.
O GEF é um
mecanismo de cooperação internacional para apoio aos países em desenvolvimento
na implementação de projetos que procurem soluções para as preocupações globais
em relação à proteção dos ecossistemas e à biodiversidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário